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boasvindas

18 de janeiro de 2012

Duas ou três coisas sobre Brechós!

Sim, eu amo, amo, amo, com todas as minhas forças, um brechó. Não posso ver uma portinha com esse nome na fachada que já entro sem cerimônia, saco meu álcool gel da bolsa, preparo meu pulmão pra receber zilhões de ácaros e vou com tudo.

Não há nada mais emocionante pra mim, em termos decorativos, do que a emoção de garimpar peças legais no meio de toneladas de objetos aparentemente sem futuro. E já deu pra notar que eu não estou falando de “loja de antiguidades” ou “brechó de luxo”, onde tudo é superfaturado e fora da minha realidade financeira. Eu tô falando é de brechó pé-no-chão mesmo, aquele todo empoeirado, com coisas e mais coisas empilhadas, onde falta espaço até pra respirar. É nesse daí que mora toda a diversão.

Pois hoje eu venho confessar minha paixão e dar algumas dicas básicas pra quem quer se dar bem na hora de desbravar um brechózinho lotado de tesouros esquecidos pelo tempo ou por olhares desatentos.

A meu ver, são apenas três condições básicas que você precisará ter para conseguir bons achados nesse maravilhoso universo das quinquilharias. São elas:

Conseguiu enxergar no meio da bagunça?

Foco, Paciência e Visão
, essas são as palavras mágicas!

Foco – Sei que é difícil ter foco, principal quando num mesmo brechó você pode encontrar móveis, objetos dos mais diversos, roupas, acessórios etc. Mas é preciso focar para não levar pra casa coisas que você não precisa... e se arrepender depois. Então, estude bem o “objeto de desejo”, leve em conta seu custo/benefício, e principalmente, reflita se realmente você precisa dele.

Paciência – Geralmente os brechós são entulhados e te oferecem milhões de coisas armazenadas sem critério algum, por isso você precisará de tempo e muita paciência. Visitar um brechó com pressa é a certeza de deixar pra trás objetos incríveis que você olhou correndo e não percebeu o verdadeiro potencial. Dê várias voltas no ambiente, olhe tudo pelo menos três vezes, treine seu olhar.

Visão – Acho que essa é a coisa mais importante na hora de entrar num brechó. A visão é que vai fazer com que você feche um grande negócio! Não encare os objetos do jeito que eles estão e no contexto que eles estão. Pense que você sempre poderá melhorá-lo com lixa, tinta e outras customizações criativas. Sempre tem um potencial muito bacana em alguma peça que pode ser explorado quando você o transforma à sua maneira. A Visão faz com que você enxergue futuro num objeto que parece só ter tido passado. Sacou?

Ah... E pechinche sempre, tá? 

Dito isso, vamos aos meus incríveis “achados de brechó”... Coisinhas que eu tenho maior chamego e o maior orgulho de terem sido garimpadas por mim e que hoje fazem grande diferença na décor da minha casa. E os precinhos? Ahhhh... os precinhos. É ver pra crer. Se liga! 

Boneca de barro do Vale do Jequitinhonha – MG


Cinzeiro de cobre com texto gravado 


Quadrinho Bordado com moldura


Canequinhas de alumínio com alça de plástico colorido 


Misturadores para drinks (Itens de colecionador total!!!) 


Mesinha pé palito anos 60 (ohhh!) 


Ilustração de Yoshitomo Nara emoldurada + Mesinha pé palito de novo 
(Customizada por mim... meu grande orgulho na arte da garimpagem) 

  

Gostaram das minhas aquisições? Acharam que o meu trio Foco-paciência-visão valeu a pena? Conhecem algum brechó bacana pra indicar? Já conseguiram comprar coisas legais em algum? Contem-me tuuuuuuuuuuudo! ;-)

Dica: As fotos desta postagem são do Brechó White Elephant que fica na Estr. Caetano Monteiro, 2048 em Pendotiba, Niterói – RJ. Tel: 2718-1087. (O quadro com ilustração, as canequinhas de alumínio e a mesinha pé palito são de lá!) As outras fotos são da minha casa.


16 de janeiro de 2012

Bons ares na decoração



Hello boys and girls, ou melhor, Hola chicos y chicas! De volta à realidade da vida e dos fatos, venho por meio desta humilde postagem, dar uma dica boa, bonita e barata pra vocês! Estive passeando pelas bandas de Buenos Aires dias atrás e retornei a minha loja de departamento favorita de lá, a Falabella. Já havia comprado algumas coisitas por lá em outra oportunidade, mas na época não tinha Decorviva na parada, portanto não dava pra compartilhar... Então aproveito o momento.

Como viajar pra Buenos ainda é um bom negócio para brasileiros (já foi muuuuito melhor) vale a pena dar um pulinho nessa loja (bem similar a Tok & Stok e a Etna) para renovar a décor da casa com peças bem bacanas e com precinhos convidativos. Fiz fotinhas da loja pra vocês, me digam o que acham tá?

 
 
 


Confesso que não enfiei o pé na jaca porque eu prometi a mim mesma que esse ano vou reutilizar mais e comprar menos, mas mesmo assim, uma ou duas pecinhas vieram junto, abarrotando minha malinha de mão. Mostro as novas aquisições em breve para vocês, ok?

Então fica a dica: Viajando pra lá, vale a pena uma rodada pela Falabella. Muita coisa legal por beeeem menos do que se paga por aqui. Daqui a pouco eu volto com mais postagens decorativo-portenhas para ustedes! Besos, Bibi!

6 de janeiro de 2012

Vôe sem sair do lugar

Nesse exato momento, devo estar provavelmente fazendo uma das coisas que mais amo na vida (se não a principal): Viajar.

São 06h47minh da manhã de quinta-feira, faltam 15 minutos pro meu despertador tocar e eu aproveito os minutos que antecedem minha ida pro aeroporto para fazer esse post recheado de belas imagens para vocês.

E como viagem é o assunto da vez, deixo vocês aqui viajando na casa de uma querida, a Denise Vilar, uma super designer e amiga já conhecida de vocês, que já passou aqui pelo blog com suas lindas repaginações de mobiliário.

A casa de Denise, assim como suas criações, exala delicadeza nos mínimos detalhes. É resultado de muito bom gosto e de muito carinho; uma mistura neutra, orgânica, feminina e muito poderosa, que tenho certeza, vai encantar você.

Embarque nesse tour e apaixone-se:

O branco, o preto, a madeira...e a natureza

Deixe a luz entrar: Olha que delícia esse lounge em frente a janela. Delícia!

Sofá repaginado por Denise usando 3 tecidos diferentes. Apaixonei!




Home office dos sonhos usando apenas o cantinho da janela. E esse papel de parede heim? Que papel que nada, foi tudo pintado pela Denise. Um luxo!

Lustre de cristal com passarinho pousado. Quanta delicadeza!

O rústico e o moderno podem e devem viver em harmonia.

Mimos e mais mimos!

Livros...

... e mais livros!

E esse house tour, heim? Valeu ou não valeu a viagem?

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Fui ali curtir a vida e já volto. Vá fazer o mesmo! Te encontro aqui na volta pra contarmos as novidades. Beijos mil, Vivi.



4 de janeiro de 2012

E o que eu tenho a ver com o Kitsch?


De uns cinco anos pra cá, o kitsch se tornou um hit nos ambientes criados por mim para meus clientes mais descolados. Associado à cultura de massa, esse termo de origem alemã, é usado para categorizar objetos de valor estético distorcidos e/ou exagerados, considerados inferiores e menos elaborados do que suas cópias existentes. Na decoração, o estilo kitsch pode estar bem representado por flores artificiais, bibelôs, jarras e copos de plástico, assim como os fakes de pele de onça, estampas e crochês que remetem à casa da vovó, ou aquele pano de prato pintado à mão.

Em alguns projetos, costumo inserir elementos kitsch para dar um ar irreverente e inusitado à casa do morador. Vejam algumas pitadas nos projetos abaixo:

Repare nos galos na parede, no porquinho dourado e no flamingo :-O
 
Sala de estar com criado-mudo em forma de garçom :-)

Piso de carpete vermelho e cadeiras estilo Luis XV coloridas

Papel de parede que parece papel de presente, quadro da Santa Ceia e cadeiras douradas
Poltrona de balanço no living

Vamos saber um pouco sobre os princípios da estética Kitsch?

Princípio de Inadequação: É caracterizado por um desvio de relação entre a forma e a função do objeto. Pode ser em tamanho (abridores de garrafa gigantes), falsificação de materiais (flores de plástico), estilos/contextos (anjos barrocos de gesso, para estantes) figurações em objetos utilitários (pêra de cristal, como baleiro).

Principio de Acumulação: Objetos diversos sem um sentido, que possuem valor emocional e de baixo custo, que vão sendo acumulados sem uma unidade de adequação. (enfeites de geladeira, cerâmicas, bibelôs).

Percepção Sinestésica: O maior uso dos sentidos para impressionar o espectador, imagem, som, aromas (cartões de namorados perfumados, caixinha de música com bailarina etc.).
 Principio de Mediocridade: Com tantos artifícios, inadequação, acumulação, percepção sinestésica, o kitsch chega próximo do vulgar, mas essa mediocridade facilita a absorção do consumidor. Nada é feio ou belo, e se fossem, fugiriam do intuito do kitsch.

Principio de Conforto: O que não cria problemas agrada; enche a vida da sociedade de consumo de sensações, emoções e pequenos prazeres (objetos cotidianos).

O kitsch está em todas as classes sociais; é um elemento de nivelação social e histórico, consumido indiscriminadamente por todos. Independente das diferentes possibilidades de status que o objeto kitsch possa suscitar, agrupa-se em categorias: religioso (terços saturados de imagens), sexual (calendários e canetas com mulheres nuas), exótico (paisagens havaianas ou indianas de fundo), doce (anões de jardim), amargo (cobras, esqueletos de plástico fluorescentes), político (insígnia de partidos políticos em chaveiros) e também as combinações entre estas.


Basicamente, o kitsch é a materialização da falta de estilo, normalmente associada ao brega e ao mau gosto. Ele está em todas as áreas do mundo civilizado, das artes aos meios de comunicação. E está longe de se restringir a objetos baratos e populares. O kitsch tem alguns princípios que o tornam facilmente identificável.

Mas também se podem reconhecer traços do kitsch por outras características marcantes: 
Linhas: são sempre curvas e complexas; as superfícies são exaustivamente adornadas (atulhamento total, não há espaços vazios).
Cores: são vivas e contrastantes, normalmente em tons degradês e com efeitos especiais, sombras, texturas e relevos (o pôr-do-sol em ilustrações é um ícone kitsch).


Materiais: imitam outros materiais (fórmicas que imitam madeira, plásticos que imitam metal, pedras que imitam diamantes, pinturas que imitam material envelhecido, acrílico que imita vidro).
Dimensões: as dimensões são sempre exageradas (miniaturas de monumentos, insetos gigantes, maquetes usadas como enfeite, objetos de Itu).


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Ai meu pai... Depois de analisar esse tal de kitsch assim, tintim por tintim, eu chego a conclusão que sou kitsch mesmo... com tudo que tenho direito! Ser Kitsch na decoração (e até mesmo na vida, porque não?) é ser eclético, atual, único e feliz. Quer coisa melhor do que isso?

Quer ver amostras bem bacanas dessa estética? Entre aqui e aqui.  E você? Tem algum objeto em casa que se encaixa nessa salada-kitsch toda? Conta ai vai!
  
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Bem-vindos de volta meus queridos! Começa hoje a Temporada 2012 do meu, do seu, do nosso, Decorviva. E nada melhor do que começar o ano com o Pé Direito Duplo, né? :-) Vamos que vamos! Beijos mil, Vivi.